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O Telefonema...
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Toca o telefone:
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-Alo?
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-Alo?
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-Quem está falando?
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-Aqui é... peraí! Quem está falando?
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-Aqui é a Luzia.
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-Luzia? Ah! Aqui quem está falando é o Claudio. -Sou marido da Dona Regina. -Você deve ser a nossa nova empregada - disse, lembrando do que sua esposa lhe dissera na véspera.
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-Sim senhor. Muito prazer.
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-Igualmente. Dona Regina está?
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-Sim senhor.
-Você poderia chamá-la então?
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-Bem... Dona Regina está na cama.
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-Hum... pois então acorde-a, sim?
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-Bem... é que... ela não está dormindo.
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Pausa.
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-Não está dormindo?
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-Não senhor.
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-Então o que ela está fazendo na cama? - perguntou o homem já começando a perder a paciência com a nova criada.
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-Bom... senhor... é... Eu tava na cozinha quando tocou a campainha e eu fui pro portão mas a Dona Regina veio correndo na frente e abriu o portão assim sem mais nem menos e botou um homem pra dentro e começaram a se agarrar no portão mesmo e em cima do capô do carro como se eu nem estivesse vendo e eu sabia que Dona Regina era casada mas eu sabia que não era o senhor porque eu vi sua foto na mesinha da sala enquanto eu limpava e eu num gosto desse tipo de coisa que é pecado e ela levou o homem pro quarto faz mais de duas horas e tão lá até agora!! Ainda bem que você ligou!
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"A mulher falou sem respirar."
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Quando terminou estava quase chorando. Ela era uma mulher simples, e este era seu primeiro emprego na capital. Aquela cena deixou a empregada, viúva e com 3 filhos, muito chocada. Ela sabia que poderia se meter em encrenca.
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Seguiu-se então uma longa pausa. A empregada permaneceu obedientemente
calada no outro lado da linha.
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-Luzia?
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-Senhor.
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-Você quer ganhar muito dinheiro?
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-Senhor?
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-Cinqüenta mil reais!! Cem mil reais!! Você quer ganhar cem mil reais?
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A mulher exitou. Era simples porém conhecia a ira de um corno, que presenciara algumas vezes na sua terra. Sabia que viria chumbo grosso. Pensou nas crianças, no seu barraco no morro, ai meu Deus do ceu!
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-Sim senhor!
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-Vá até o escritório. Na primeira gaveta tem uma pistola. As balas estão bem no fundo da terceira gaveta. Pegue tudo. - o homem explicava rapidamente.
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Em poucos minutos, ouvia a criada de volta:
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-Pronto senhor.
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-Voce consegue carregá-la?
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-Acho que sim - depois de um momento - Pronto. Está carregada.
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-Agora eu quero que você vá até o quarto da minha esposa e dê um tiro nela e um no rapaz com que está com ela.
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O homem escutou os passos da empregada se afastando do telefone. Em seguida ouviu dois disparos. A empregada voltou:
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-Pronto senhor. O que eu faço agora?
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-Pegue os dois corpos, jogue-os na piscina e volte.
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-Mas... aqui não tem piscina!!!
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-Ih. desculpe foi engano!!!..........
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